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5 tendências que irão moldar as decisões de compra à base de plantas


A inovação à base de plantas evoluiu rapidamente nos últimos anos, passando de uma alternativa emergente para uma categoria chave na indústria alimentar atual. Apresentamos-lhe as chaves do seu sucesso.

Nesta entrevista com David Lafuente Laguna, KAM Retail da Soria Natural, analisamos como as expectativas dos consumidores mudaram, o papel da tecnologia no desenvolvimento de novos alimentos à base de plantas e porque é que cada vez mais pessoas estão a integrar estas opções na sua dieta diária.

1. o que é que o consumidor espera atualmente da inovação à base de plantas: sabor, melhor perfil nutricional, ingredientes reconhecíveis...?

Já não basta "parecer". Passámos da era da descoberta para a era da procura. O consumidor atual procura produtos que combinem:

  • Sabor e textura: Não são negociáveis; se não souberem bem, não se repetem.
  • Rótulo limpo: A transparência e a simplicidade da rotulagem são cada vez mais valorizadas. Há uma rejeição crescente dos alimentos ultra-processados. Procuram ingredientes que sejam reconhecíveis como opções reais e que se integrem naturalmente na dieta diária.
  • Perfil nutricional: Não se trata apenas de retirar a carne, mas sim do que o produto fornece (proteína de qualidade, menos gordura saturada e sal).

2. como é que a tecnologia vai mudar o desenvolvimento de alimentos à base de plantas nos próximos anos?

A tecnologia será a ponte para a "Geração 2.0": alimentos à base de plantas. Tecnologias como a fermentação e a extrusão de precisão, que tornarão as fibras vegetais muito mais realistas e sumarentas, facilitarão também o desenvolvimento de ingredientes funcionais adaptados a um consumidor cada vez mais exigente. A Inteligência Artificial irá acelerar a descoberta de novas combinações de plantas para replicar perfis sensoriais complexos em tempo recorde.

3. que factores estão a fazer com que os produtos à base de plantas façam parte do consumo diário?

A democratização é a chave. A combinação de qualidade, sabor e sustentabilidade torna os produtos à base de plantas fáceis de incorporar na vida quotidiana.

Os produtos à base de plantas saíram do canto dos especialistas. Estes produtos estão a tornar-se mais acessíveis nas prateleiras, o que permite que os consumidores os vejam como escolhas regulares e não apenas como alternativas ocasionais. Além disso, a escala industrial está a reduzir o diferencial de preço em relação às proteínas animais, eliminando a barreira económica à entrada.

4 Cada vez mais consumidores estão a reduzir o consumo de carne. Que papel desempenham os alimentos à base de plantas nesta transição de estilo de vida?

Os alimentos vegetais são um aliado fundamental na transição para dietas mais flexíveis e saudáveis devido ao seu elevado teor de proteínas. Facilitam a redução ou eliminação das proteínas animais, oferecendo alternativas equilibradas e nutritivas.

Os alimentos à base de plantas oferecem a mesma experiência gastronómica (conveniência e sabor), mas alinhados com os seus novos valores éticos e de bem-estar.

5. os consumidores estão a procurar mais do que a nutrição básica e os alimentos funcionais e o bem-estar holístico são o próximo passo?

Não há dúvida sobre isso. A procura e o interesse por produtos de saúde holísticos estão a aumentar.

A alimentação já não é apenas combustível, é também medicina preventiva. Assistimos a um salto para a funcionalidade, através de produtos enriquecidos com probióticos para a saúde do microbiota, adaptogénios para o stress ou ingredientes que reforçam o sistema imunitário.

Além disso, com a nutrição personalizada, os consumidores procuram soluções específicas para os seus objectivos (desempenho desportivo, saúde cardiovascular ou digestiva), elevando os alimentos funcionais a uma categoria de elevado valor acrescentado.

A alimentação tornou-se também uma forma de cuidado e de prevenção.

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